
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
Ah, o tempo, ele sempre como antídoto, ausência, remédio, cura, alento, estresse ou desespero. Ele é multi, ele é para sempre, todo mundo precisa um dia (lembra? "Everybody needs sometime... on their own"). Cabe a nós sabermos administrar o nosso/vosso.
Não culpo a falta nem o excesso de tempo, apenas revejo meus conceitos.
Existem coisas que em mim pedem passagem, que de mim são inerentes, mas que podem ser flexibilizadas. A ironia, o deboche, o escarnio, o gostar de irritar, meio terrorista, exagero? Não sei.
O fato é que todos os meus modos atípicos são meramente valvulas de escape, um certo gracejo. Não sei fazer algo muito ruim sem dar um sorriso mesmo que ínfimo. Nem sei se isso é normal. É meio psicopata, não? Ihhhhhhhh, será? Sei que pareço ser séria, e sou, não nego, em certos momentos preciso ser, outros não, e ainda sim sou. Vai entender. A única coisa que me tira o riso é o estresse e mesmo assim tento intercalar com um riso desesperado, demora mas vem. Até a tristeza provoca-me um tal risinho, eu tenho compulsão pelo riso, nem parece, né? Mas eu estou dizendo, é sim, pode acreditar. Eu tenho necessidade de rir de mim mesma, gosto de pessoas que me fazem rir... o riso me chama, me puxa.
E mesmo assim você é séria? É... Como explicarei isso? Comecei falando do tempo e sigo falando do riso. Não saberia retomar o fio da meada. Ai, ai. A minha seriedade talvez seja até uma forma de me forçar a conter mais as gracinhas. Sabe, eu sempre fui a engraçadinha, sempre tem aqueles comentários típicos da Palloma. Tem... pior que tem. Hoje brinco com o rosto seríssimo, poucos conseguem distinguir a minha brincadeira de quando falo sério.
Existem coisas que em mim pedem passagem, que de mim são inerentes, mas que podem ser flexibilizadas. A ironia, o deboche, o escarnio, o gostar de irritar, meio terrorista, exagero? Não sei.
O fato é que todos os meus modos atípicos são meramente valvulas de escape, um certo gracejo. Não sei fazer algo muito ruim sem dar um sorriso mesmo que ínfimo. Nem sei se isso é normal. É meio psicopata, não? Ihhhhhhhh, será? Sei que pareço ser séria, e sou, não nego, em certos momentos preciso ser, outros não, e ainda sim sou. Vai entender. A única coisa que me tira o riso é o estresse e mesmo assim tento intercalar com um riso desesperado, demora mas vem. Até a tristeza provoca-me um tal risinho, eu tenho compulsão pelo riso, nem parece, né? Mas eu estou dizendo, é sim, pode acreditar. Eu tenho necessidade de rir de mim mesma, gosto de pessoas que me fazem rir... o riso me chama, me puxa.
E mesmo assim você é séria? É... Como explicarei isso? Comecei falando do tempo e sigo falando do riso. Não saberia retomar o fio da meada. Ai, ai. A minha seriedade talvez seja até uma forma de me forçar a conter mais as gracinhas. Sabe, eu sempre fui a engraçadinha, sempre tem aqueles comentários típicos da Palloma. Tem... pior que tem. Hoje brinco com o rosto seríssimo, poucos conseguem distinguir a minha brincadeira de quando falo sério.
Sou ironica até comigo mesma, ai ai. Terrível, né?
Fui me desnaturalizando com o tempo... Da menina engraçadinha, brincalhona, pra pseudo-séria... Um dia acabo acreditando e fico bem rabugenta. Há quem se sinta chateado, não culpo, eu ficaria! Tem um ser geminiano meio doido e dizem que sou doida, heim. Sou, quem não é? Mas eu sou mais. Oh céus!
Fui me desnaturalizando com o tempo... Da menina engraçadinha, brincalhona, pra pseudo-séria... Um dia acabo acreditando e fico bem rabugenta. Há quem se sinta chateado, não culpo, eu ficaria! Tem um ser geminiano meio doido e dizem que sou doida, heim. Sou, quem não é? Mas eu sou mais. Oh céus!
Há dias que sem motivo nenhum acordo feliz (que bom! nem precisa de motivos...) e falo com todo mundo sou tão simpática (que fofix), outros prefiro nem dar bom dia, nestes dias é que sou séria (aos olhos alheios). Quem já me viu em um dia em que estou boba (irritante, diga-se de passagem), rindo da árvore que balança? E não é porque um passarinho verde me visitou não, é meu ser bobo mesmo, desencanado, que não pensa: AH SERÁ QUE NÃO É MELHOR AGIR MAIS SERIAMENTE?
Me tornei alguém que prefere não ser entendida mesmo, quase ninguém me entende mesmo. Radical, heim? Me tornei alguém que fala pausadamente, que se contem (há quem me chame de contida, afe, né?), que tenta falar o mais correto possível (sem forçar), que parece não ter emoção, há quem me defenda e diga que sou equilibrada. Será mesmo?
Sabe o que eu acho? Sou racional sim, mostro uma frieza às vezes de quem não está nem aí. Será que não estou mesmo? Se eu tenho que pirar, piro sozinha, quando vou a público já tenho exorcizado. "Ah não acredito, você não está sentindo nada?" Ah estou sim, mas senti mais enquanto, sozinha, entrei em crise. É geral o que falo.
Sabe o que eu acho? Sou racional sim, mostro uma frieza às vezes de quem não está nem aí. Será que não estou mesmo? Se eu tenho que pirar, piro sozinha, quando vou a público já tenho exorcizado. "Ah não acredito, você não está sentindo nada?" Ah estou sim, mas senti mais enquanto, sozinha, entrei em crise. É geral o que falo.
Minha calma aparente ,mas, que acho que tenho mesmo muitas vezes, é fruto de um exercício de anos. Eu me estudo muito, pode até ser defeito. Se não explodo nem choro é porque alcancei o equilíbrio público, não quer dizer que eu não sinta alone.
Do tempo, do riso, da calma, da frieza...
Qual a ligação entre o tempo e minha seriedade? Bom, meu caro, penso que quase nem percebi que havia tanta ligação. Eu tinha sede demais, mas beber quando necessário é o ideal, beber em excesso esgota. Ainda não elucidado? Seriedade confudida com mal humor soma incompreensão que equivale a falsa insatisfação, quando, na verdade, a insatisfação reside em não poder mais beber. A bebida me serve então de metáfora.Do tempo, do riso, da calma, da frieza...

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